sexta-feira, setembro 02, 2011

Ontem na Bienal do Livro do Rio.




Matéria que saiu hoje no jornal O Globo sobre a mesa na Bienal. Clique para ler.







Eu e o Iron Man. Queria levar ele pra casa.




Ontem foi o primeiro dia da Bienal do Livro do Rio. O Café Literário que tem a curadoria de Ítalo Moriconi, que pela segunda vez acerta com firmeza a ótima programação que montou. O projeto visual do espaço em que acontece o Café Literário está lindo. A primeira mesa do Café Literário ocorreu Às 18h, e estávamos Paulo Roberto Pires, Beatriz Resende e eu, sendo mediados pela jornalista Simone Magno. Foi uma conversa muito proveitosa. Sendo eu a única escritora (e única com tal função, já que Paulo Roberto álém de crítico também é escritor de ficção), poderia talvez sentir algum desconforto. Porém, o papo transcorreu muito bem. A questão principalmente pontuada e levantada pela Simone Magno foi a relação da crítica feita no país e a literatura que se tem produzido atualmente. Enfim, acredito que quando nos aproximamos de algo ainda em fase de desenvolvimento, como é caso daqueles que começam a escrever nos últimas dez, doze anos, é difícil esquematizer parâmetros. A crítica ora fala bem, ora fala mal. Ali, entre os dois críticos presentes, não havia nenhum que repudia a nova geração de escritores, lembrando que Beatriz Resende publicou o livro de ensaios "Contemporâneos", sobre a produção literária atual e que Paulo Roberto Pires, foi o responsável pela organização do livro "Parati para mim", em que três jovens autores, desconhecidos, foram publicados. Enfim, eles olham para a produção atual e opinam. Alguns, mal olham e falam muito mal.


Levantada a questão da antologia de contos "Geração Zero Zero" admiti não ter acompanhado todas as réplicas e tréplicas em que o organizador da antologia e Paulo Roberto trocaram. Sou, na realidade, minutos antes, que houve um certo bate-boca. Enfim...



Para encerrar a mesa e ponderar uma questão bastante particular que vez ou outra eu comento, quando assim tenho a oportunidade, é sobre a minha relação com a crítica. Que no fim das contas dá-se no mesmo que a minha relação com o leitor, com o resenhista, o entusiasta etc.



Escreve-se o que quer e publica-se o que quer. A responsabilidade do conteúdo de um livro é do autor. A editora media este livro, editando-o num exemplar, em brochura, fazendo um acabamento bonito e viabilizando sua venda. Formadores de opinião em geral recebem esses livros. Eles o comentam se assim desejarem ou forem solicitados por algum veículo que quer publicar algo sobre o assunto. O formador de opinião, seja um crítico com critérios mais embasados ou mesmo um jornalista resenhando um livro de maneira mais espontânea têm o direito de dizer o que achou. Se gostou ou não. Se concorda ou não. Se elogia ou não. Enfim... a literatura, como obra-de-arte deve estar além do presente momento. Deve estar além do próprio autor. Respeito as opiniões. Respeito meus colegas. Sinceramente, não vejo nenhum oponente, já que não estou numa competição. Meu inimigo, à vezes, é a falta de ânimo, é a página em branco, é tudo aquilo que me desvia da função de escrever. Não aquele que fala mal de um livro que escrevi. Meu melhor amigo, não é aquele que me elogia afirmando que o livro que escrevi está entre os melhores que já leu. A literatura é uma obra-de-arte, mas que para mim, tem sido uma obra-de-vida. Uma maneira de ir estar em lugares nunca pensados, de me relacionar com os outros e de me comprometer com eles. O lugar da ficção pode nos fazer entender melhor o que há conosco, à nossa volta e com todo o resto.



Algo que se destacou no debate é questão da crítica em não assumir riscos. Mostrar um posicionamento. Não sei o que querem dizer com isso. Eu sei que como escritora, tenho me posicionado, seguindo na contramão de boa parte da literatura contemporânea, e ao olhar para trás, percebo que talvez não haja precedentes. Assumi os risco de focar os parágrafos sobre seres obscuros que margeiam à nossa vida e que não são percebidos em parte alguma. A natureza é obscura e sombria. O ser humano, também, em muitos aspectos. Assumi o risco de abordar o mal-estar como aspecto da vida humana. O lado feio, que ninguém quer ver. Por isso, costumo afirmar que esvrevo para descortinar e mostrar.



*That´s all folks*










5 comentários:

A Mina do cara! disse...

Talvez seja esse mesmo o papel do escritor, e nada mais: escrever.

Vai saber...

A Mina do cara! disse...

E como vê olha para os novos escritores? Perguntaram isso pra você lá?

Nietzsche Pop disse...

Leva eu, rsss! Brincando!

Rastreamento disse...

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Fanzine Episódio Cultural disse...

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