KILLING TRAVIS

Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Todos são carnívoros no natal, não é mesmo?



Esta é uma antologia bilíngue de contos organizada por Federico Lavezzo. 10 contos escritos por autores cariocas e autores que vivem no Rio de janeiro, mas que não são cariocas. Ainda não recebi o livro. Acredito que haja olhares bem variados sobre a cidade.
O lançamento é amanhã, em Córdoba, Argentina. A edição é da Ferreyra editor.

Acho que este é o último lançamento do qual participo este ano. Gostei da novidade, pois nunca me li em espanhol. Há também uma antologia lançada no Peru, em julho deste ano, mas também ainda não recebi meu exemplar.

Bem.... agora estou ajeitando um conto para entregar em janeiro. Só mesmo uns retoques. Será para uma antologia de contos também e deverá ficar muito bacana. Mas o lançamento eu não sei quando acontece.

Até terça-feira vou colocar aqui no killing travis um conto natalino chamado Puta Natal.
Nenhum publicação decente teve coragem de publicá-lo... mas como aqui no killing travis a baixeza é aceitável, eu vou disponibilizá-lo. Escrevi esse tal conto faz muito tempo.
É carnívoro, mas o natal não é assim mesmo, carnívoro? As pessoas não comem sempre mais
nessa noite? Oras! Todos querem comer, todos são carnívoros no natal, e neste natal narrado no conto, não podia ser diferente. Afinal... é um Puta Natal.

Relendo o que escrevi acima, parece aqueles textos de apresentação de filme de terror B.
haha.

E incrível como eu consigo me superar em coisas trash. Mas é aquilo.... no killing travis pode.

Aliás, este blog fez 4 anos de existência dia 13 de novembro, dias antes do meu aniversário.
E ganhei da Simone uma camiseta do Chuck Norris..... hahahaha.







*That´s all folks*

Terça-feira, Dezembro 15, 2009

Resenha de "Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos" na Itália.

http://musibrasil.net/2009/12/pulp-fiction-made-in-brazil/


Alguém aí traduz?
rs


*That´s all folks*

Domingo, Dezembro 13, 2009

Dissecando ETs e assoprando estrelas

Após o almoço de domingo, decidi assistir a alguns vídeos no youtube, pois a programação na televisão é demasiado ruim. Eu já havia assistido a tudo de inédito que estava ao meu alcance, sendo assim, fiquei quase uma hora assistindo a dissecações de supostos alienígenas. Desde a adolescência eu gosto de teorias da conspiração. Posso dizer que praticamente fiz um curso sobre o assunto ao longo de muitos anos. Hoje em dia deixei de lado, mas só de lado. Vez ou outra eu dou uma espiada em alguma coisa.
O fascínio causado pelo desconhecido e sua especulação criam lendas tão instigantes que é por essas e outras razões que nunca deixaremos de nos reunirmos ao redor da fogueira. Evidente que a fogueira mudou de lugar e agora é apenas simbólica. Tenho a impressão de que quanto mais encontramos respostas, mais buscamos outras perguntas. Parece que não ter resposta alguma para certas questões gera em nós esse longo, quase eterno, sentimento de especulação, de fantasia e de improbabilidades.
É tão bom saber que nem tudo pode ser explicado ou alcançado. Essas limitações de descobertas nos aproximam do mais humano que podemos ser. Acho que é isso, mas em segredo, que a maioria quer ser: humano, demasiado humano.


*That´s all folks

Sábado, Dezembro 12, 2009

Crônica, revista e poema.

Hoje é dia de crônica no site Vida Breve
A de hoje chama-se Três mulheres.

*

A revista Ficções de dezembro, editada por Júlio Silveira, já saiu.
Para conferir a revista na versão online, que é muito, muito bonita,
clique em: http://www.revistaficcoes.com.br/ E depois clique em FICÇÕES DEZOITO.
É possível ler todo o conteúdo da revista que traz um conto meu chamado
"MEE YANG - ESTA NOITE SERÁ TUA DANAÇÃO"

Veja lá.... tem um projeto gráfico lindo pacas!

*

Ganhei um poema faz algumas semanas. Gostei tanto. Foi escrito pra mim depois de uma conversa com uma moça chamada Lila Maia. É minha xará de sobrenome.
Veja aí...


ENTRE LEÕES E MURMÚRIOS DE PÁSSAROS

Caio,
não impregnada de abismos.
Se volto a arrastar correntes,
sei moldar essa dureza íntima.
Firmo as mãos no cinzel para tocar
a invisível harpa imposta pela vida.
No desafino das cordas,
arte, calendário, fadiga.

Caio,
mas exímio guardador de sentimentos,
permito que o mar me tome a garganta.
Perco o rumo,
não abandono minha condição divina.

Caio,
olhando uma vida inteira.
Tento mover as pernas como patas.
A esperança não é inseto. É cavalo.

[Lila Maia
nov/2009 ]



*That´s all folks*

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Minhas tardes sci-fi...


"O espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos, para explorar novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações... Audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve".
Star trek



"Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação."
The twilight zone



*That´s all folks*



Sábado, Dezembro 05, 2009

Crônica de sábado

Crônica de hoje no site Vida breve

http://vidabreve.com/uncategorized/os-peixes-mesmo-mortos-brilham


*That´s all folks*

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Sigo para Abalurdes.

Meu novo romance está pronto. Agora, preciso começar a revisá-lo.
Mas digo aqui que estou juntando coragem para voltar para lá.... o que é lá?
Bem, é um lugar sombrio e mesmo quando gelado, também queima. Mas não é o inferno. Fica um pouco antes.
Estou adiando a minha partida, mas não tem jeito.... há um punhado de sujeitos
que me esperam para reavaliar tudo o que já foi escrito sobre eles. O maior crivo para
mim enquanto escritora é ser aprovada por meus personagens.

"Abalurdes é uma cidade encravada na face alcantilada de um penhasco. O rio é morto e espelha a cor do sol. Não há peixes e as águas estão contaminadas. O céu mesmo quando azul, torna-se carvoento nos fins de tarde. Uma região lamacenta e gelada nos dias de inverno. Nas áreas mais afastadas, ainda existem casas de alvenaria que são simples e desbotadas. A pavimentação é precária em algumas partes isoladas da cidade, com resquícios de um antigo asfalto. A estrada principal é mal iluminada, sem sinalização e com curvas acentuadas que margeiam longos despenhadeiros".

Logo, logo.... sigo para Abalurdes!
Depois.... vocês poderão seguir também.


*That´s all folks*





Revista Cláudia

Estou na revista Cláudia deste mês. Mas ó... não se engane pela foto. Continuo disparando, ok?
A propósito.... amanhã tem crônica nova no site Vida Breve. E obrigada pelas felicitações de aniversário!



Neste link:

http://aci.reitoria.unesp.br/radio/perfil_literario/

Tem uma entrevista para a rádio Unesp FM.
É a de número 201.


*That´s all folks*

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Assoprando velinhas...

Hoje é o meu aniversário!

;)





*That´s all folks*

Domingo, Novembro 29, 2009

V Encontros de Interrogação

Dias 1 e 2 de dezembro acontece o ITAÚ CULTURAL na UFRJ (Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ) - Av. Pasteur, 250 2º andar Praia Vermelha - Rio de janeiro. Site: http://www.forum.ufrj.br

Entrada franca.

Participo no dia 2 DE DEZEMBRO ÀS 19H30.

O tema da mesa será: Criação, Leitura e Autoria ou Como o escritor identifica tendências e problemas com as quais sintoniza sua literatura?

Mais detalhes na programação completa que está logo abaixo.


V Encontros de Interroga
ção

FORMAS DE FINGIR: A CRIAÇÃO DO ESCRITOR BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO


Qual o horizonte da criação num panorama que transformou o escritor em personagem? Festas literárias, bienais, programas de TV, encontros com o autor, prêmio literários, blogs e twitters deslocam o foco da invenção ficcional para a persona do autor que expõe seu processo de produção de enredos, protagonistas e versos de feição muitas vezes confessional. Na história da literatura brasileira, houve algum momento de tamanha exposição pública do escritor quanto neste início de século XXI? Em contraponto à ascensão do cinema documental e dos reality shows, a literatura contemporânea encontra no testemunho do vivido um lastro que lhe confere um valor que vai além (ou que está aquém) do juízo estético consagrado pela recepção crítica. Como essa nova condição do escritor-personagem determina a criação de narradores e vozes líricas?

Paralelamente, a profissionalização do escritor e sua presença pública como colaborador regular de jornais, roteirista de adaptações cinematográficas, teatrais e televisivas, conferencista, ou simplesmente autor de diários a céu aberto altera a essência do trabalho criativo? A atuação do escritor em oficinas literárias e sua aceitação das intervenções dos editores são vetores de uma figura do autor como artífice de textos que negociam com o mercado e com a autonomia da invenção?

Inventar um outro é de algum modo reinventar a si mesmo?

Beatriz Resende, Flávio Carneiro e Manuel da Costa Pinto, curadores


Programação


01.12


15h30

Criação Poética e Ficção da Inspiração ou O poeta fingidor de Fernando Pessoa é um artífice que, como queria Valéry, transforma o leitor em inspirado?
Que resposta se pode dar hoje à antiga e, por sua recorrência, sempre atual questão sobre a gênese do trabalho poético? Valores antagônicos como inspiração e labor textual podem ser estratégias que atendem às expectativas da crítica e dos leitores? Ao se expor em saraus e festas literárias, o poeta busca adicionar um valor testemunhal ao seu trabalho?

com Frederico Barbosa, Marco Lucchesi e Micheliny Verunshk
mediador Wilberth Salgueiro

17h30

Criação e Crítica Literária ou Existe literatura sem reflexão sobre os processos criativos consagrados pela tradição e pela tradição da ruptura?
O escritor contemporâneo cria pensando em sua inserção nos recortes desenhados pela crítica? Organizar antologias, escrever atendendo a parâmetros acadêmicos e publicar originais em revistas de criação e crítica seria uma forma de controle da recepção e, no caso de escritores-críticos, de reivindicar modos de leitura de sua própria produção?

com Altair Martins, Heloisa Buarque de Holanda e Ítalo Moriconi

mediação Claudia Nina

19h30

Criação e Confissão ou Como a ficção transtorna a noção de documento, de registro biográfico e da própria história da literatura?

Em que momento o caráter memorialístico de contos e romances se transforma em imaginação? Existe ficção pura, sem enraizamento na história pessoal? E como esse enraizamento coincide com o enraizamento na história literária e suas rubricas (literatura gay, ficção pós-moderna, regionalismo, memorialismo)?

Com Arnaldo Bloch, Ronaldo Correia de Brito e Silviano Santiago

Mediação Beatriz Resende


02.12


15h30

Criação e Narrativa ou Como o enredo ficcional parte da experiência pessoal sem deixar de se afirmar como ficção?

O escritor decanta sua experiência na literatura ou escreve contra ela, num esforço de esquecimento que faz o triunfo da ficção? A vida dos outros e as vivências individuais determinam a invenção? O escritor escolhe acasos e percalços (pessoais, profissionais) que dêem lastro à ficção, que confiram ao texto a autoridade do vivido?

Com Adriana Lisboa, Marçal Aquino e Michel Laub

Mediação Flávio Carneiro


17h30

Criação e Edição ou A intervenção do editor sobre o manuscrito altera o estatuto do autor?

Como o editor edita? Os escritores modificam seus originais a partir do olhar crítico de seus editores? Que critérios (literários, mercadológicos) determinam tais intervenções? Existe paralelo entre o editor de livros e a figura, cada vez mais influente (e midiática), do curador de artes visuais?

com Paulo Roberto Pires, Nelson de Oliveira e Eduardo Coelho

mediação Manuel da Costa Pinto

19h30

Criação, Leitura e Autoria ou Como o escritor identifica tendências e problemas com as quais sintoniza sua literatura?

O escritor leva em conta a existência de questões e gêneros que estão na ordem do dia? Ao flertar com a literatura confessional ou com a literatura policial, o escritor aceita as regras do jogo ou as usa para burlar a expectativa do leitor? A opção por um gênero dilui a responsabilidade autoral ou desafia sua singularidade?

com Cristovão Tezza, Ana Paula Maia e Ferréz

mediação Manuel da Costa Pinto


*That´s all folks*

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Entre rinhas nos blogs

Sobre o Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos em blogs

BLOG DA ÍNDIGO

http://diariodaodalisca.zip.net/arch2009-11-01_2009-11-30.html


"Mas tem uma dica que quero passar para frente. O novo livro da Ana Paula Maia, “Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos” (Ed. Record). Que texto! Que história, que discernimento e que sensibilidade. É um pouco estranho falar de sensibilidade num livro que é uma chacina só. Mas leia e você vai entender. Juro que quando vi o termo “pulp fiction” achei que fosse uma coisa meio modernosa e pirada. Não gosto. Mas não é nada disso. É literatura da melhor qualidade. Contundente, visceral, lapidada e sincera".


*

BLOG DA IVANA ARRUDA LEITE

http://doidivana.wordpress.com/2009/11/21/entre-rinhas-de-cachorros/


"O nome do mais recente livro de Ana Paula Maia é estranhíssimo: Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos. Ao terminar a leitura você percebe que o menos estranho é o título. A Ana Paula é fera! Eu já tinha lido e gostado muito d”O habitante das falhas subterrâneas (seu primeiro livro). Mas nesse (que encerra duas novelas) ela está ainda mais afiada e vai mais longe. Certeira, não se desvia um milímetro do caminho originalíssimo que trilha. Tenho medo de falar sobre o que trata o livro porque, caso eu soubesse, não teria aberto a primeira página e teria perdido uma preciosa leitura. Sangue, sangue e mais sangue. Tripas, rins, fígado, intestino. Cachorros e porcos sendo estripados, rins (humanos!) sendo arrancados com canivete em meio a um bate papo qualquer. Com tudo isso, acredite se quiser: é uma das leituras mais gostosas e divertidas que fiz recentemente. O livro é hilário. O realismo da Ana Paula vai tão fundo que dá a volta e vira fogos de artifícios, luta na lama, Pulp Fiction, um quadro do Pollock, uma celebração enlouquecida da miséria humana (sempre ela). Se você quer passar uma hora (o livro é pequeno) com uma autora capaz de te provocar as mais loucas sensações, corre atrás. Ao terminar, não estranhe a poça de sangue que haverá sobre seus pés".


*


BLOG EMPALAVRADO

http://empalavrado.blogspot.com/2009/10/mas-e-bom-demais.html



*That´s all folks*


Sábado, Novembro 21, 2009

Dias de Maia.

Acordei cantando Billy Holiday. Mas agora estou ouvindo The Killers e Bad Religion. É aquilo....acordei feliz pra porra! Devem ser os hormônios.

A crônica do dia no site Vida Breve é Copo de Leite Gelado.
http://vidabreve.com/uncategorized/copo-de-leite-gelado

Hoje o dia está mais suportável, com algumas sombras no céu. Há nuvens espalhadas por ele. Graças a Deus....pois ontem foi difícil aguentar tanto calor.
O evento Livro@futuro no Espaço Oi futuro de Ipanema foi muito bacana. Plateia excelente, organização nota 10 e pessoas queridas que pude rever.
Dei uma palestra das 15h às 18h. Depois tive este debate aí nas fotos das 19h:30 às 21h:30.
Fiquei afônica. hehe.


Michel Melamed - Ítalo Moriconi - Eu - Almir de Freitas.


*
No início de dezembro acontece o Itaú Cultural aqui no Rio. Estarei lá também. Logo coloco a programação aqui.

*

Fabz, o editor do site Crepusculo, ficou aqui alguns dias divulgando a sua Lama. Não, não foi a sua sujeira, mas a sua revista. A Lama ficou muito bonita. Até amanhã tentarei enviar para ele um novo conto para a segunda edição.
Fabz é de curitiba. Quer dizer, é quase um europeu perto dos cariocas. Seu pé é branco feito cera e nunca usa chinelos, mas aqui ele usou. Outra coisa intrigante é que ele nunca havia comido um mamão papaia. Digo, ele já havia bebido vitaminas da tal fruta, mas nunca tinha aberto, retirado as sementes e comido. Ensinei a ele a arte de se comer mamão.

Fabz e o mamão.


Portando uma câmera profissional, decidimos tirar umas fotos minhas com minha garota: a Marlene.


Ana Paula Maia e sua espingarda chamada Marlene

Mesmo portanto uma espingarda, devo dizer que meu coração anda bastante amolecido. Amolecido por um tipo tatuado e de piercing. Um tipo que fica intrigado com o negrume dos meus olhos. É que meus olhos são negros a ponto de não se ver nem a íris. É mesmo pura escuridão. Mas os olhos dele se acendem. São claros e iluminados e grandes. Eles se fixam em você; prescutam até alma, aqueles olhos.
Mas ele não está aqui agora. Nem sei quando estará.


*That´s all folks*

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Hoje

Hoje não botei o nariz pra fora de casa. Tenho livros espalhados por todo o quarto - o que não deve acontecer, pois tenho alergia ao pó acumulado sobre/entre os livros. Comecei a ler "A volta do parafuso" do Henry James. Almocei uma omelete requentada. Lavei a roupa suja. Ouvi Chingon. Recebi um misterioso exemplar da revista Arte e Letras: Estórias F - que é linda linda! Um primor gráfico. Não sei quem me mandou, mas obrigada, viu? Recebi um poema que fizeram para mim. Descobri na seção cartas do jornal Rascunho, uma que dizia: Ana e Kafka. Nesta carta que faz uma comparação entre mim e ele, o Kafka, a leitora diz que ele, o Kafka e eu vibramos no mesmo diapasão. Coisa não? Lindo isso. Estou dando um tapa na minha oficina de como publicar um livro na internet que ministrarei quinta-feira no espaço Oi furuto de Ipanema. Terá 3 horas de duração, mas ela, na versão original, tem 8 horas. E por falar em livro na internet, o meu primeiro romance, O habitante das falhas subterrâneas vai ganhar uma versão folhetim em breve num site beeeeeemmmmm bacana. Terá ilustrações do Felipe Stefani e assim que for possível, eu conto mais.... muito mais.
Vou dormir.

*That´s all folks*

Sábado, Novembro 14, 2009

Entrevista Revista Brasileiros

Segue o link do vídeo de uma entrevista que dei durante a Fliporto.

http://www.revistabrasileiros.com.br/secoes/videos/noticias/1089/



*That´s all folks*

O futuro das hienas - crônica.

Minha crônica de hoje no site Vida Breve chama-se:

O Futuro das hienas.

Leia AQUI.

A ilustração tá lindona!

Volto aqui no Travis na semana que vem.


*That´s all folks*

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Já estava me esquencendo de dar uma dica de leitura on line:

http://garciavaimorrer.wordpress.com/

Este é o site do livro Garcia vai morrer de Tiago Tenório Cavalcanti. É um folhetim, sendo assim pode ser lido capítulo a capítulo. O site está muito bonito e bem organizado. Mais dessas investidas na web valem muito à pena.

*That´s all folks*

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Notícias da lama, do livro e do rato.

A Revista Lama está chegando ao Rio de Janeiro. Lançamentos dias: 14, 17 e 18 de novembro.
Confira clicando no cartaz!



Nos dias 16, 18 e 19 - NO ESPAÇO OI FUTURO - IPANEMA acontece o evento Livro@futuro.com
Haverá oficinas e mesas redondas. Eu estarei lá no dia 19. Darei uma oficina chamada: Como publicar seu livro na internet, às 15h e às 19h30 participo de um papo com o Ítalo Moriconi e o Michel Melamed.

Sobe a oficina, com 3 horas de duração, vamos conversar basicamente sobre a adaptação de uma obra para a web e dicas de formatação de blog para publicação do livro.

Eu indico todas as oficinas. Além da minha que será no último dia, tem a Revista literária na internet ministrada pelo Márcio André e Fotonovela na internet ministrada pelo Fabz.

As mesas redondas estão muito boas também. Será um evento bastante interessante e a entrada é gratuita.

Se puder, divulque-o por aí!!!

Veja a programação completa folder





Agora, que voltei da Fliporto, estou colocando as coisas em ordem. É crônica, é conto, é documentação, é oficina, é evento, lançamento de amigos. Bacana, mas eu fico um tanto apatolada.
Apatolado é uma expressão que eu inventei recentemente.

Bem, minha crônica de estreia no site vida breve se chama Rato Velho. Publico lá todos os sábados.
Vou colocar aqui a crônica com uma ligeira revisão que fiz após a publicação lá no site.
Havia uma frase mal formulada.

*

Rato velho

Tínhamos uma empregada que acreditava que rato velho virava pombo. Não faço idéia de onde ela tirou isso, mas cresceu certa de que isso era verdade. Já era uma mulher de meia-idade e se espantou levando a mão à boca quando eu disse que não, isso não é verdade. Em seguida voltou a segurar o cabo da vassoura e seu olhar estava tão caído que era possível varrê-lo. Ficou amuada durante todo o dia e só falou o que era necessário. De onde eu estava, pude vê-la estendendo a roupa no varal. Vez ou outra, ela olhava para o céu. Porém, os pombos nunca estão nos céus, eles permanecem sobre marquises, postes, topos e esses como muitos outros descansavam o pouso sobre a laje da casa. Durante o tempo em que ficou ali estendendo a roupa no varal, seus olhos sempre que podiam espiavam o alto da casa. Quando terminou, caminhou até mim um tanto sem jeito e me perguntou:

___É verdade mesmo que eles não são ratos?

___Sim. É verdade.

Ela não disse mais uma palavra. Estava evidente que muito mais que isso, naquele instante ela passou a questionar coisas das quais acreditava. Até mesmo a vi enxugar uma lágrima. Evidente que não pelos ratos ou pombos, mas por ter provavelmente percebido o longo tempo que acreditou em tantas outras inverdades.



*That´s all folks*


Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Vida Breve e FLIPORTO.

Está no ar o site de crônicas VIDA BREVE.
Minha crônica estreia no sábado, dia 7.
Eu sou a cronista dos sábados.
Achei o layout de muito bom gosto.

Todos os dias, a partir de hoje, haverá uma crônica inédita acompanhada de uma ilustração.
Tereza Yamashita será a ilustradora das minhas crônicas.

Visite o site, vale muito a pena. É um belíssimo projeto capitaneado por Rogério Pereira (editor do jornal Rascunho) e Luís Henrique Pellanda.


*

Quinta-feira, dia 5, começa a FLIPORTO - festa literária internacional de Porto de Galinhas.

Sou autora convidada este ano. Além de parcitipar de um debate com a Heloísa Buarque de Hollanda, na sexta-feira, às 11h30 - darei uma OFICINA às 16h.

Segue a programação




*That´s all folks*


Domingo, Outubro 25, 2009

Fante e o decálogo sem nome.

"Ele disse: __ Você lê muito. Já tentou escrever um livro? Aquilo funcionou. A partir de então, desejei ser um escritor. __Estou escrevendo um livro neste momento __ falei. __Queria saber que tipo de livro. Eu disse: __Minha prosa não está à venda. Escrevo para a posteridade. Ele disse: __Não sabia disso. O que é que você escreve? Contos? Ou simplesmente ficção? __Os dois. Sou ambidestro."

[ trecho do livro O caminho de Los Angeles - John Fante]

*

Ler o Fante sempre me faz bem. O caminho de Los Angeles ainda não tinha lido. Já li vários outros. É um dos poucos autores que estão na minha pequena prateleira.

Voltei de Campinas onde participei do evento Versões, que aconteceu no SESC e organizado pela Heloisa Pisani. A proposta de um autor apresentar outro autor de sua preferência é acolhedor. Foi imensamente prazeroso ser apresentada pelo meu querido Nazarian que há tempos não via e que há tempos eu conheço. É a primeira vez que estivemos juntos numa apresentação e eu adorei. Ele enalteceu minha heterosexualidade com uma empolgação e disse ter provas sobre minha preferência por homens. Corei. Que porvas são esses? hum...

Outra coisa bacana foram as pessoas que encontrei lá. Um grupo muito bom que participa da roda de leitura promovido semanalmente e uns de seus integrantes não me deixaram dormir cedo. Fui para o combate.

Certa feita disseram aqui no blog que em Campinas só tem viado. Tem não. Tem também, mas tem muito mais.

(ana paula maia no aeroporto de viracopos - foto tirada por toresan)



Mas voltando ao início desta postagem em que eu falava do Fante, bem... essa passagem é bem a cara dele. Sujeito sincero. Sincero como poucos e cheio de impáfia, como muitos.
Esse modo de pensar a literatura, que é para a posteridade tem se perdido visivelmente. Existe uma corrida e um anseio por estar em evidência, em vender livros, em estar nas listas, em aparecer, que borra todo o resto. O resto a que me refiro, a própria literatura.

O decálogo

1 - Existe os pistoleiros solitários, grupo ao qual eu pertenço. Sabe assobiar músicas inteiras. Este sai pouco, não bajula ninguém, geralmente tem poucos amigos ou foge deles e vive de saco cheio. Fura encontros, lançamento dos outros, o seu próprio e é um tanto entediado. Este prefere conhecer seus leitores e circular despreocupado;

2 - Existe os bajuladores desesperados por contatos: Um grupo extenso e praticamente impossível de numerar. São notados à distância. Geralmente são muito simpáticos e falam bem de praticamente todo mundo. Atiram para todos os lados, mas não são pistoleiros. Todos percebem o que são;

3 - Existe os incompreendidos: Querem aparecer, mas dizem que não se importam. Quando há uma brecha, estão lá. Aparecem. Define a sua literatura de mal compreendida e de não terem apelo;

4 - Existe os polêmicos: Geralmente se acham geniais, mas não são. No máximo são bons, mas precisam se esforçar e continuar produzindo. Os polêmicos reclamam bastante, sempre que há chance e todo mundo disfarçadamente sai de perto deles;

5 - Existe os que querem ser polêmicos e tentam a todo custo atingindo demais escritores, mas são rasos. O máximo que consegue é atingir a categoria número 2. Geralmente quem pertence a categoria número 5 também pertence a categoria nº2;

6 - Existe o que é ruim, porém tem amigos. Muitos amigos. E isso faz com que consiga publicar um livro ou outro, usando os demais como muleta. É um tipo escorregadio. Não fala mal de ninguém e joga em todos os lados;

7 - Existe os que cobiçam a posição social do escritor mais badalado e negando este seu estado, fala mal do colega sem mesmo conhecê-lo. Este geralmente na primeira oportunidade, convida o alvo de sua inveja e dor de cotovelo para um chope e baba seu ovo;

8- Existe um tipo bem interessante: Sou escritor para uma escalada social. Esses que querem subir de posição social e descobriram que escrever livros e badalar pode ajudar bastante a alcaçar seus objetivos. Geralmente sonham com a fama e muito dinheiro. Buscam pessoas famosas para lerem seus livros. Podem ser comentados e aí zummmmm;

9- Existe o tipo não faço a menor ideia do que estou fazendo. Este geralmente toma muitos porres e reclama de seus editores.

10- E claro o grande escritor que nunca ninguém ouviu falar. Esse cara genial, semelhante a um Hemingway que nunca teve oportunidade de ser lido. Esse cara de que todos falam, e que continuarão falando. Esse pobre coitado incompreendido pelo mundo. O grande escritor desconhecido, assim como o soldado, esse certamente nunca deixará de existir.

Ainda bem que tenho poucos amigos. E os poucos que tenho são leais como escudeiros. hehe.


*That´s all folks*

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

mais temporadas de pato

Resenha escrita por Milena Brito em seu blog

http://maistemporadadepatos.blogspot.com/2009/10/da-internet-livraria-paginas-vermelhas.html

Jornal A Tarde (Bahia) 19-09-2009


*That´s all folks*

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Versões- Sesc Campinas



*That´s all folks*

Suplemento Cultura de Pernambuco






That´s all folks*

Sábado, Outubro 10, 2009

Revista Polêmica - UERJ

Algumas linhas muito interessantes sobre o livro Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos.

http://www.polemica.uerj.br/8%283%29/hibridos_3.htm


*That´s all folks*

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Para nós que somos muito, muito fãs....



Bastardos Inglórios é dividido em 5 capítulos e isso por um lado é uma excelente aula de roteiro, de narrativa mesmo, pois é perfeitamente compreensível como se desenrola uma trama, como se elabora um enredo. Bom mesmo.

Os diálogos, para nós que somos muito, muito fãs, estão ótimos. A dosagem de violência está até comedida, para mim ao menos, já que assisti ontem ao novo filme do Michael Mann, "Inimigos públicos" que tem uma seqüência de tiroteio de estremecer. Você sente até o chão e as paredes vibrarem. Ótimo filme, aliás.

Voltando aos bastardos, do Tarantino e não aos meus, hehe... eu gosto do filme. Está tudo lá. Todos os elementos que nós que somo muito, muito fãs esperamos e saboreamos. Porque já vamos assistir algo do qual temos expectativa. Eu gosto muito do filme desde o início, pois está tudo lá. E me fascina ver o bom e velho Tarantino em ação. O elenco é bom de doer. Mas sabe de uma coisa? Eu senti muita falta de ver mais os próprios bastardos do filme. Eles são bons, mas se perdem na trama. Eles são os melhores no filme, mas não estão DE FATO no centro, como eu esperava. Eu queria mais dos bastardos, vê-los em ação é incrível, e eu fiquei querendo ver muito mais. Mal estabeleci empatia com eles, e disso não gostei.

Por exemplo...



Esse sujeito aí do cartaz me chamou muita atenção. Ele tem um olhar negro. Não quero dizer que seus olhos são negros, acho mesmo que são negros, porém ele tem um brilho tenebroso. Não me lembro de um olhar tão naturalmente assustador. Ele parece estar possuído e seu personagem é excelente. O olhar dele é assombroso.

O Brad Pitt está ótimo, impecável. Aliás, o Pitt está cada vez melhor.

O final é abrupto. Acho que o final mais abrupto dos filmes de Tarantino.


Esse outro sujeito aí me chamou a atenção pela crueza e pela semelhança com o Edgar Wilson. Ele é a cara do Edgar, muito parecido mesmo. E protagoniza, posso dizer assim, um dos melhores momentos do filme que acontece num bar. Assistindo ao filme percebi uma coisa: As pessoas se dão mal porque falam demais. E acho que essa é uma das tônicas dos filmes de Tarantino. Falar para se chegar a um acordo, falar para se entregar, falar para tripudiar, falar antes de agir.
Como ando numa fase faroeste, este é um contraponto com tais filmes: eles primeiro agem e falam somente quando necessário. Agem muito e falam pouco. A expectativa está nos pequenos movimentos, nos olhares singulares e em expressões sensíveis.

Agora de tudo, de tudo... o melhor é Christoph Waltz, que faz o coronel Hans Landa, conhecido como "Caçador de judeus". Esse sujeito domina o filme, na minha desnecessária opinião que só importa mesmo pra mim, mas eu a deixo registrada.



Bastardos Inglórios é um PUTA FILME do início ao fim. Durante todo o festival do Rio só desembolsei 28 reais para assistir a esse filme e a "Mother" do diretor Bong Joon-Ho. Esse aí é uma maravilha.... vai por mim. Gosta do melhor em cinema? Assista!


*That´s al folks*

...

Do dia 20 ao dia 23 de OUTUBRO acontece o evento VERSÕES promovido pelo SESC CAMPINAS.
Eu estarei lá nos dias 21 e 22. Darei uma oficina chamada Narrativa Dinâmica, no dia 22 - das 14h às 18h.
O que há para fazer em Campinas?

Aos interessados, a programação está neste link:
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm?conjunto_id=6059

Adianto que também estarei na FLIPORTO 2009.

E digo mais.... hoje vou assistir ao filme Bastardos Inglórios.


*That´s all folks*

Terça-feira, Setembro 29, 2009

...

Nota sobre o site Vida breve, publicado no jornal Rascunho do mês de setembro. Clique na nota para saber mais. Mas o site ainda não está no ar.

*That´s all folks*

Os complicadores e os simplificadores.


Truffaut falando para Hitchcock sobre a narrativa da cinema:

"Creio que se trata não só de esclarecer mas também de simplificar, de ter o espírito de simplificação, e a esse respeito pergunto-me se não há duas espécies de artistas, os "simplificadores" e os "complicadores". E então, poderíamos dizer que, entre os complicadores, há excelentes artistas, bons escritores, mas que para ter sucesso no campo do espetáculo é preferível ser um "simplificador".

Eu concordo com o que ele afirma, porém.... acredito que tanto no cinema quanto na literatura é importante essa simplificação. O que a arte diz para mim...

Bem, pega-se um elemento do real, pois é impossível falar sobre as irrealidades, pois tudo no que nos baseamos está ancorado em algum porto real. Daí, você que tem algo para dizer ou mostrar, algo ainda não percebido, ou ainda pouco explorado, (deveria ser assim... mas nem sempre acontece) lança luz sobre isso e desbrava-se então um novo olhar, artístico, transformador, revelador, instigante, e por aí vai...

Mas em alguns casos, alguns enveredam por um caminho tortuoso com as palavras ou com as imagens. Existe uma profusão de ideais que desembocam num lago infernal, sem saída.

Uma experiência literária deve indicar alguns caminhos; se fazer compreender. Complicar não é difícil, mas o difícil é se fazer claro sem cair no rotineiro e banal. Mas às vezes até a banalidade rotineira é mais importante do que os elementos complicadores de uma trama, de uma narrativa. E para que serve, afinal, os complicadores?


*That´s all folks*

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Lançamento

A revista Lama, criada por Fabiano Vianna será lançada em breve em Curitiba - a terra natal da revista e seu criador. No conteúdo: uma fotonovela misturada com HQ e contos diversos.


Cartaz da revista Lama


Cenas do HQ - fotonovela


Página com o meu conto.


Sumário dos contos



Site


*That´s all folks*

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

VII Bienal de Pernambuco

Dia 02 de OUTUBRO estarei na VII BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO. Vou participar de dois eventos. Anotem...

SÁBADO - dia 03 - Palco das Ideias
Ministro a oficina: Como publicar seu livro na internet.
Das 10:00 às 12:00h


DOMINGO - dia 04 - Auditório Carlos Pena Filho
Das 21:00 às 22:00h - Ana Paula Maia (RJ) e Daniel Galera (RS) – “Vozes contemporâneas na literatura brasileira”. Apresentação: Thiago Corrêa.

A programação completa do evento está em
http://www.bienalpernambuco.com/programacao


Ps: Mas volto a tempo de assistir Bastardos Inglórios no Festival do Rio. Meu ingresso já está no bolso. Uh lala.


*That´s all folks*

Terça-feira, Setembro 15, 2009

Considerações...

Não considero uma boa coisa comer biscoito Globo quando se está ventando muito.

Não considero uma coisa inteligente deixar a louça se acumular na pia.

Considero voltar a escutar coisas do tipo Scott Joplin. Adoooooooro ragtime.

Considero terminar os afazeres literários e rever os amigos.

Considero a leitura de Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos.

E que recomende aos amigos.

Se você mora no Rio de janeiro e não tem programa para sábado.... apareça no "De modo geral"




*That´s all folks*

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

No carrinho de golfe comigo.

Bem.... ainda sobre a Bienal do livro no Rio....

No site O livreiro tem uma conversa minha com o Lourenço Mutarelli....
Nós estamos naquele carrinho de golfe que leva os autores da Bienal. É muito divertido andar naquele carrinho, porque tudo em volta se transforma em paisagem. Tudo mesmo.

Quem fez a matéria foi o repórter Douglas Duarte, que aparece lendo um trecho do "Entre rinhas..."

Vá lá assistir....... você não vai se arrepender!

clique AQUI

*

Como Criam os Escritores

Esse é o título de uma oficina da qual participarei aqui no Rio, em outubro. São três duplas de escritores e três horas de conversa. Estarei com o Marcelo Mirisola no dia 20 de outubro.
E dia 21 de outubro estarei em Campinas, no Sesc Campinas, participando de um evento. Darei mais detalhes em breve.

Saiba tudo sobre a oficina no link
http://www.grupoestacao.com.br/laboratorio/cursos/escritores.html


*That´s all folks*

Sábado, Setembro 12, 2009

LAMA


Primeiro trailer de divulgação da Lama. Revista impressa que pretende instigar a produção de uma literatura pulp brasileira. Os escritores e ilustradores deste exemplar criaram seus contos de horror, suspense ou realismo fantástico com completa liberdade temática. O resultado englobou temas bem distintos, criando assim uma edição muito rica. Criaturas, psicopatas, vampiros, detetives. Do terror ao suspense. Do realismo fantástico ao horror inimaginável.
Contos de:
Ana Paula Maia, Fabiano Vianna, Luiz Felipe Leprevost, Assionara Souza, Martha Argel, Giulia Moon, Daniel Gonçalves, Rodriane DL, Gisele Pacola, Simone Campos & Emanuel R. Marques.

Artes de:
Pianofuzz, Francisco Gusso, Daniel Gonçalves, Yan Sorgi, Mopa, Bruno Oliveira, Sueli Mendes & Firmorama.

http://www.revistalama.com.br

*That´s all folks*

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Café literário sem açucar

Ontem participei da mesa na bienal do livro do Rio, chamada: Do abjeto ao belo na nova ficção.
Nem sempre em debates é possível falar sobre a nossa literatura, porque nem sempre o tema em questão propicia o debate e lança luz sobre a produção do autor em questão.

Porém.... a curadoria do Ítalo Moriconi soube ajustar perfeitamente esses temas e respectivos autores. Não basta juntar uns escritores e pronto. É preciso ter essa sensibilidade e inteligência para saber quem dialoga com quem.



(Ana Paula Maia, André Sant´anna , Lourenço Mutarelli e Raquel Bertol)

Eu gostei bastante do papo. O café literário estava cheio e a plateia interessada. A mediação da Raquel Bertol foi leve, simpática e acho que ela conduziu bem e soube intercalar os momentos para que todos pudessem falar. Foi uma mesa longa e interessante.

Para saber mais e assistir um trecho do debate clique AQU

Agora.... a próxima conversa acontece na Bienal de Pernambuco, no início de outubro.
Depois coloco aqui a programação

*

A escritora Márcia Bechara está fazendo um bazar bota-fora. Ela mora em São Paulo. Se eu morasse em Sampa, eu iria. Tá tudo baratinho. Clique no flyer e saiba mais.





*That´s all folks*

Sábado, Setembro 05, 2009

Carrego pedra e cuspo pro alto.... mas não mordo.

Do abjeto ao belo na nova ficção é o nome da mesa que participo na BIENAL DO LIVRO, no DIA 10, QUINTA-FEIRA - aqui no Rio de janeiro. O encontro acontece no Café literário, às 18hs. Estarei ao lado dos escritores Lourenço Mutarelli e André Santanna.

Esta é uma mesa de muita responsabilidade, pois ela abre o Café Literário. O tema é excelente para mim. É como beber água quando se tem sede.

É aquilo, eu não faço noite de autógrafos e costumo raramente comparecer em alguma. Porém, nem mesmo os escritores entendem quando um colega tem esse comportamento. Quando se é mais quieto, sossegado. Enfim, tenho porcos para abater, é o que digo. Mas eles nunca entendem, pois não abatem coisa alguma.

Mas a minha aversão a noites de autógrafos, não impede que eu autografe com muito prazer o livro de quem aparecer lá na Bienal. Eu não mordo e o Edgar Wilson estará desarmado. Sei que tem gente que me vê de longe e não chega perto. Sei disso, sei disso.... mas já está dito.
Adorarei bater um papinho depois da mesa. Eu estarei no stand da editora Record.

Não vou me sentar numa mesinha para dar autógrafos ou esperar para dar entrevistas ou fazer poses. Estarei apenas por lá... aproveitando o momento. Afinal, sou uma criatura simples que sempre está dando umas boas risadas.

Quem deve brilhar, é ele aí ó....

Pois ele, o livro, é o único motivo de eu estar na Bienal ou em qualquer outro evento. É a literatura que deve valer neste momento, não o autor. Mas isso nem sempre é entendido e fica uma briga de egos que só. Aquela necessidade de ser adorado e idolatrado.

Aliás... se não comprou, aproveite a oportunidade e compre. Custa 29 reais. O preço está bem bom, convenhamos.


*That´s all folks*


Sexta-feira, Setembro 04, 2009

Correndo do umbigo.

Essa noite sonhei que estava num campo de concentração. Mas o campo era o terraço de um prédio. E eu queria ligar para os meus pais e planejava uma fuga. Foi um sonho cinza-escuro.

Bem, ontem assisti ao filme A Orfã. Talvez o tom sombrio do filme tenha me proporcionado o sonho horas depois.
O filme, em princípio é clichê, mas eu gosto do gênero: criança adotada, malvada, origem indefinida, essas coisas. Mas esse filme tem um elemento surpresa. E esse elemento eu nunca tinha visto antes. Eu gostei do filme.

Dias atrás assisti a outro filme: Amantes, com o Joaquim Phoenix. É bom, é romântico, com boas interpretações e envolvente. Previsível, até porque uma história dessas teria poucas chances de não ser, mas tem alguns momentos de boas surpresas no enredo. Também gostei desse.

Mas é aquilo, eu não sou nem de dar pitaco ou opinião sobre filmes, então assista você! E depois decida.

Eu só leio o que gosto e só assisto ao que gosto. Também só bebo o que gosto e como o que posso (já que tenho alergia a peixes - qq. coisa que venha do mar, incluindo homem-boto. hahahah. E a tão famigerada intolerância a lactose.)

Bem.... voltando a mim e ao meu umbigo... que aliás, devo dizer que minha mãe guardou meu umbigo quando nasci. Cresci sabendo que dentro da gaveta do guarda-roupas, embrulhado numa gaze havia um pedaço do meu umbigo. Vivi dias de pavor por causa daquilo. Às vezes, me ameaçavam em mostrá-lo: Você quer ver? E eu saía correndo e chorando.

Isso mostra que minha relação com meu próprio umbigo é muito difícil desde criança. Sendo assim, e talvez isso justifique a minha literatura ser tão descentralizada de mim.

Por que alguém guardaria o umbigo de outro? Do filho? Nossa, é admiravelmente grotesco.
Sem contar que quando um dente estava mole e prestes a cair vinham com aquele papo que uma fada ia pegá-lo e eu devia fazer um pedido. Começava meu terror. Eu tinha muito medo de encontrar uma fada, pois para mim, fada, papai noel, girassol entre outras coisas eram diabólicas. Não, ninguém me ensinou isso. Eu simplesmente achava isso e pronto.
O medo de girassol (durante a infância) deve ser contado numa outra oportunidade.

Tem uma novidade vindo por aí. Mais uma intervenção literária na internet. Assim que possível, eu conto mais.


*That´s all folks*

Sábado, Agosto 29, 2009


Parte interna da coletânea Blablablogue. Clique sobre a imagem
e leia o texto sobre Cortázar.

*That´s all folks*

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Reminiscências do dia...

Por vezes a miséria está recolhida, à espreita. Quando decidimos olhar para ela e agir, ela se volta contra nós. A miséria é uma expressão genérica, mas descamada é a ausência de amor, entendimento, auto-estima, compaixão e esperança. Geralmente vem acompanhada pela fome, muita fome, destruição, mendicância, frustração, raiva, insensibilidade. É uma espécie de anestesia, anestesia letal. Nenhum animal por mais ferido é tão inumanizado quanto os miseráveis. Não nos resta fazer muita coisa, mas sim, é possível nos desviarmos. Isso é sempre possível e poupa ambos os lados.

*That´s all folks*

Amostragem Complexa

Bem, da série lançamentos que não fui, livros que li....

Amostragem Complexa é o terceiro livro da escritora carioca Simone Campos. Simone é autora dos livros "No Shopping" e "A feia noite" - todos publicados pela editora 7 letras.

Este novo livro é uma reunião de contos, projeto este selecionado pelo programa Petrobras Cultural. Na minha opinião, é o melhor livro dela até o momento. Seus contos são maduros e mostram uma escrita mais firma e objetiva. Simone tem uma linha de pensamento oriental, eu costumo dizer. Seus pensamentos não seguem a ordem cronológica dos ocidentais. rs.

São 12 contos de assuntos variados, daí o título do livro. A capa, que gosto muito, foi uma foto tirada pela própria autora enquanto passava por uma rua do Rio.

"Quarta-feira era o dia de refazer as vitrines. Quarta-feira era dia de Zee aparecer. Estava um dia nublado. Uma luz muito branca fez Zee alçar os óculos à fronte com a rapidez de um gatilho, e em seguida, fazer sinal para um táxi." [Trecho do conto Composição]

Além de escritora e tradutora, Simone tem dois gatos e aceita convites para comer tortas em charmosos cafés.

Esta é uma matéria que saiu hoje com ela.


*That´s all folks*

Terça-feira, Agosto 25, 2009

Cachito, Cachito mio


Esta é a capa da antologia de contos publicada no Peru e que reúne escritores brasileiros. Eu ainda não vi o livro, não recebi meu exemplar, mas o escritor Santiago Nazarian que participa do livro me contou o nome do meu conto na tradução: Cachito, Cachito mio. O título original do conto é "Javalis no quintal". Bem, sei lá se é piada dele, mas deve ser isso mesmo. Um tom irônico para o texto, o que entendo perfeitamente.

PS: este parágrafo foi acrescido dias depois da postagem. Era brincadeira mesmo. O meu conto se chama "Jabalies en el patio". Basta conferir o nosso diálogo na caixa de comentários. rs


Então vamos aos dados sobre o livro:


Antologia 90-00 - Cuentos Brasileños Contemporáneos, organizada por Nelson de Oliveira e Maria Alzira Brun Lemos.

Os autores: André Sant'anna, Fausto Fawcett, João Filho, Paulo Sandrini, Edyr Augusto, Marcelino Freire, Paulo Scott, Rinaldo de Fernandes, Ronaldo Bressane, Ana Paula Maia, Daniel Galera, Sérgio Fantini, Joca Reiners Terron, Ademir Assunção, Andrea del Fuego, Marcelo Barbon, Luci Collin, Maria Esther Maiel, Michel Melamed, Veronica Stigger e Santiago Nazarian.


*That´s all folks*

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Faz alguns dias...

Faz alguns dias fui assistir ao espetáculo Moby Dick, adaptação e direção do Aderbal Freire-Filho. Mas antes de falar dessa excelente montagem, até porque pra me tirar de casa só mesmo as montagens do Aderbal, preciso falar do nariz do meu vizinho.

Eu nunca tinha me deparado com nada tão metodicamente programado como esse nariz. O vizinho, apesar de ser um jovem morenão sarado e tatuado, nota-se que é um boçal. Nossos quartos são de frente um para o outro. A paisagem de vê-lo sem camisa é excelente, como as montagens do Aderbal, mas a sonoridade que destoa de lá, é péssima.

Estranhanamente, todos os dias, por volta da 01h:30 ele assoa o nariz. É comum eu ainda me remexer na cama com aquela assoada vigorante. Eu nunca conheci ou convive com alguém que tivesse uma coriza tão insistente, pois ele mora aqui há pelo menos seis meses, e sempre assoando o nariz.

Percebo pelo basculante da área de serviço que em cima de um armário da cozinha dele tem aqueles potes do tamanho de um balde com rótulos do tipo: Power Puls Amino Hard Sport Creatine Energético Natural. Ou é quase isso. Acho que esse tipo de suplemento alimentar pode estar inflamando a mucosa nasal e obstruindo as vias respiratórias. Não sei, mas pela quantidade de muco produzida pelo seu organismo, parece que tudo o que ele come transforma-se em ranho, escarro e coisas nojentas semelhantes.

Deixando esse nariz barulhento de lado, vou falar do que realmente interessa: Moby Dick.
O espetáculo tem aquele ritmo que te deixa confuso num primeiro momento, mas depois você entende. Melhor: você passa a vivênciá-lo que é o que realmente importa numa montagem.
Eu já havia assistido à montagem de "O púcaro Búlgaro", adaptação do livro homônimo do graaaaaaaaannnnnde Campos de Carvalho. Bem, essa montagem segue os padrões e demanda esforço da plateia para vivenciar a aventura dos marinheiros comandados pelo Capitão Ahab em busca da baleia assassina.
O elenco é impecável. Tudo ajustado. Nada fora do lugar. O teatro em forma de arena (chama-se teatro Poeira), permite ter uma visão total do que acontece. E ficamos no meio daquilo tudo. É uma experiência incrível, principalmente pelo cheiro de macho que fica naquele lugar. haha.

Tem coisas lindas como: Eles para simular a onda do mar, apanham livro abertos e o movimentam para cima e para baixo. O ator que faz o capitão Ahab (Chico Diaz) simula ser a baleia espirrando pela boca água acima de sua cabeça. E assim segue...



*

Recebi meu exemplar do livro paraguaio. O livro deve ter uns 50 cm de altura. É grande. A capa é feita de papelão. O conteúdo em folha A4 é costurado nas laterais com o que parece linha de tricô colorida e a capa é pintada bruscamente. É um livro selvagem. Estará à venda no site da editora http://yiyijambo.blogspot.com/ em breve.
A edição reúne 3 contos.




*

Neste fim de semana assisti ao filme Se beber, não case (Hangover). Ó.... gostei viu? A estrutura não é novidade, já existem filmes assim, mas o elenco, as cenas, o desenrolar, tudo casa muito bem. Recomendo. Depois de umas risadas, fechei o fim de semana com algo mais apetitoso para mim: O tesouro de Sierra Madre. Não me canso de assistir. É do John Huston. Recomendo mais que qualquer outro.





*That´s all folks*