KILLING TRAVIS

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Lembrete!

Workshop: como publicar seu livro na internet.

Nos dias 01 e 08 de agosto (sábado) das 10 às 14h darei um workshop na Estação das letras.

Ementa

Será realizado em duas etapas. Na primeira: Uma breve introdução sobre a publicação folhetinesca; discutir a internet como veículo e o blog como suporte para a literatura, com apresentação do case do livro Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos. Apresentação de um blog formatado para a publicação de um livro eletrônico em capítulos. Os alunos devem levar um conto de 3 a 5 laudas para analisar sua melhor adequação e como editá-lo em capítulos para internet. Na segunda etapa demonstração do passo a passo de como criar um blog para a publicação de um livro eletrônico em capítulos.

Saiba mais em:
http://www.estacaodasletras.com.br/programas/agosto_2009/ago_01_publ_internet.html

Estação das Letras
Rua Marquês de Abrantes, 177 - Loja 107
Flamengo - Rio de Janeiro
CEP: 22230-060
Telefone: (21) 3237-3947

*That´s all folks*

Terça-feira, Julho 07, 2009

Pelo fim.

Revirando alguns arquivos, encontrei a introdução de um texto que provavelmente nunca vou escrever. Faz tempo que escrevi. Dois anos ou mais. Pretendo nem continuar, mas sabe, eu gosto dessa introdução, que de fato, é o final da história. Acho que não queria contar a história toda, só o final importava para mim. E realmente.... eu nunca escrevi a história que viria antes de tudo aquilo, mas imaginei diversas vezes.

Começar pelo fim te faz imaginar centenas de inícios e fins.

Então deixo aqui um trecho do fim para vocês imaginarem todo o resto como bem entenderem.
;-)

"Monozigóticos, univitelinos, anomalia embrionária, placenta compartilhada, semelhança legítima, simétricos, conjugados. Conjurados, malditos, mesma variante, aberrações. Já ouvi de tudo um pouco. Aqui e ali. E desde pequeno nos vestíamos diferente porque a semelhança era assustadora. Crescemos nos vestindo diferente. Eu gosto de preto e branco, ele gosta de listras. Sempre usa listras. Verticais, horizontais, assimétricas, perpendiculares, cruzadas. Listras nas cuecas. Uma linha divisória. Sempre pareceu vestir grades. Sempre se trancou dentro daquelas listras, coloridas ou cinzas; Emanuel Marvim aprisiona-se não sei do quê.

Não é tão agradável assim quando se ama demais. Quando queremos o lado de dentro do outro. Saber como funciona. Vasculhar seu interior. Sondar seus porões. Quando se ama demais, quer-se suas dobras, fibras e tecidos. Quer-se o avesso, o reverso, envesso. E esse parece o amor que temos um pelo outro, ao menos o meu pelo dele. Talvez seja verdade para ele também, mas eu, Benjamim Victor, desejo-o ao avesso.

Sigo pelo corredor até o fim, até a porta do banheiro, até bater na porta e forçar a maçaneta e descobrir que não está trancada. Esta é a parte do fim mais assustadora. É quando se tem uma porta que está do outro lado, no fim do corredor. Abro a porta e ele me olha através do espelho. Está cansado; Emanuel Marvim cansou-se de mim, de se parecer comigo, de ser confundido todo o tempo. Não posso culpá-lo de nada. E o corte profundo no rosto jorra um sangue espesso e um odor ardente daqueles que te faz vomitar. O sangue escorre pelo antebraço enquanto segura o corte, e pelo cotovelo conclui-se no chão. O sangue dele empoçado também é o meu. O corte foi mais profundo do que imaginava e ele desmaia sobre a poça e esbraveja no chão em espasmos. Seguro sua cabeça, controlo os seus braços e seu rosto se cobre de sangue. O dele que também é meu. Uma cicatriz pode te separar para sempre. E já se sabe que no fim nos separamos. Mas sei que não é verdade, pois nesses amores envessos, quanto mais dilaceramos a carne, mais nos ligamos às fibras ao sangue e ao osso."



*That´s all folks*


Domingo, Julho 05, 2009

Dos durões de ontem e de hoje.

O texto deste post não é meu, logo abaixo vem a reprodução de uma crônica escrita por Felipe Pena publicada no JB desse fim de semana.

Mas antes, vou deixar aqui um pouco das minhas vertigens e aspirações. É do Sergio que estou falando. O Sergio é fascinante, vocês concordam? Fazia tempo que não citava um durão aqui.

E durão por durão, o Felipe até que é bem durão. Um dia numa ida a Ipanema, debaixo de muita chuva, ele disse ter um guarda-chuva no porta-malas. Eu não deveria me preocupar. De fato, o homem tinha um ombrelone, desses de praia, bem colorido e caminhava despreocupado pelas ruas caras e ensopadas de Ipanema desfolhando as árvores em busca de um restaurante para jantarmos. É um durão pequeno-burguês, mas é um durão.


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A Flip esqueceu do coitado

Felipe Pena *

Tão difícil quanto pronunciar paralelepípedo é encontrar um autor brasileiro de ficção na lista dos dez mais vendidos. Se você não é mago, pesa menos de cento e trinta quilos e está longe de compor a trilha sonora de sua geração, esqueça: seu destino é perpetuar o ciclo de minúsculas tiragens do romance nacional. No máximo, três mil exemplares e algumas resenhas feitas por amigos que dividem o chope no bar da esquina. E, é claro, as posteriores lamentações por não ser conhecido do grande público.

São uns ignorantes, você dirá. Incapazes de entender sua proposta temática e penetrar no brilhante jogo de linguagem com o qual conduziu a obra. E jogará os mesmos paralelepípedos que não consegue pronunciar nesses bárbaros incultos, torcendo para que rachem suas cabeças limitadas. Vender é uma heresia. Quem precisa de público? Leitores pra quê? Quem gosta de platéia é foca amestrada. Você é um artista, um intelectual. Tem o reconhecimento da crítica e sempre é convidado para os principais festivais de literatura. Você é um sucesso. Até que...

Para seu espanto, o curador da Feira Literária Internacional de Paraty esqueceu de incluí-lo na programação. Não é possível, deve haver algum engano. Logo você que tem tanta intimidade com os paralelepípedos da cidade! Conhece-os pelo nome, pela tez! Só pode ser coisa daquela invejosa que criticou seu último livro! Minha filha, liga pra editora!

Você vê a lista de convidados na internet. Maria está na mesa de abertura: isso combina mesmo com ela, é uma coadjuvante. João participa do debate de sexta à noite: vai ficar vazio, todo mundo bebendo nos bares. Meu Deus, Jorge está no horário nobre! Só porque ganhou o prêmio da tartaruga no ano passado? É um absurdo! E se esquece de que ganhou o mesmo prêmio no ano anterior, motivo pelo qual foi convidado para o evento.

Prossegue na digestão da lista. O estômago arde, a boca resseca, o fígado desapareceu. Andréa vai falar no sábado? Só porque vendeu dez mil exemplares daquele livrinho de memórias disfarçadas? Leitor sério não se interessa por isso. A crítica destruiu essa garota. Aninha também está na mesa? Mas essa é ainda mais nova! Onde vamos parar? E ainda tem o Sandro, o Rui e o Chico. O Chico? Quem é esse tal de Chico? Alguém me diz quem é o Chico, por favor!!!

Você se desespera. Dá um soco na tela do computador, bate com a testa no teclado. Outros ilustres desconhecidos aparecem como convidados de honra. Nunca ouviu nem ouvirá falar neles. São comerciais, escrevem fácil, agradam o público. Vendilhões do templo, não sabem nada de literatura. São como esses jornalistas que fazem ficção, reis da superficialidade.

Para você, a literatura é experimentação, é linguagem, é invenção. A história não tem a menor importância. Quem se importa com isso é leitor barato, sem erudição. Você sabe que a literatura é a única arte em que ainda permanece essa divisão entre erudito e popular. Em todas as outras há misturas, fronteiras híbridas. Melhor assim: mantém nosso feudo.

A linguagem acessível não é literatura. Contar uma história não é literatura. Só o que você faz é literatura. Mesmo que seja chato, hermético e besta. Não importa. Você escreve um livro e pergunta: tá vendo como sou genial? Tá vendo aquela passagem? Entendeu a minha sacada? Fui eu que fiz!

A história é só um detalhe. Seu nome na capa é o que importa. Mesmo assim, estanha que suas tiragens não passem dos três mil exemplares. Você faz como os outros, não é diferente. Segue a cartilha da crítica acadêmica, tem amigos na imprensa, frequenta as festinhas. Não dá pra entender. Por que só você ficou de fora da festa?

A resposta está no jornal. É o efeito flip. A feira literária projeta os escritores, faz aumentar as vendas, cativa o público, chama a atenção dos editores. Vinte mil pessoas passam pela cidade, pisam nos paralelepípedos, ouvem palestras, assistem a shows, participam de oficinas, compram livros. Mas você é contra tudo isso. Quer continuar com sua panela elitizada, na alta cultura, no umbigo sardento da erudição.

Eventos como a Flip mostram que a literatura não pode ser um clube de comadres. A participação do público e o interesse pelos escritores avalizam a idéia de que o texto é uma forma de expressão com potencial para atingir a sociedade no horizonte maior, sem se limitar a uma elite.

Mas você conhece os paralelepípedos e não vai se sujeitar a essa falsa democracia. Ainda bem que não foi convidado.

  • Felipe Pena é jornalista, professor da UFF, doutor em Literatura pela PUC-Rio e autor do romance “O analfabeto que passou no vestibular”.

  • *That´s all folks*

Sábado, Julho 04, 2009

Resenha do livro no Jornal do Brasil

Resenha publicada hoje no Jornal do Brasil, escrita por André de Leones, sobre o livro Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos.

Link da resenha no site do jornal.
Clique AQUI


Os sentimentos a cargos de cachorros e porcos.

Ana Paula Maia escreve novelas em que os personagens vivem o nada

Jornal do Brasil

André de Leones*

Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos, de Ana Paula Maia, reúne duas novelas povoadas por seres humanos simples e, portanto, reduzidos a sua essencialidade: trabalhar, comer, beber, jogar, fazer sexo e matar. É um mundo de pobreza extrema, em todos os sentidos. Desprovidas de quaisquer transcendências, as personagens sobrevivem dia após dia após dia como se não houvesse mais nada. E parece mesmo que não há.

Na novela que dá título ao livro, na qual o leitor se move entre rinhas de cachorros e porcos e seres humanos abatidos, Edgar Wilson é um desses personagens-esfinge, alguém que não faria feio em um romance de David Goodis. Ele vai de chiqueiro (humano ou não) em chiqueiro fazendo os seus trabalhos. Suas funções compreendem desde o básico (transportar e abater porcos) até o, digamos, complexo (auxiliar um amigo, Gerson, a recuperar um rim que doara para uma irmã ingrata, ou tomar parte de um falso sequestro que termina de maneira tragicômica).

Aqui e ali, porcos e seres humanos se equivalem. Parafraseando a "filosofia" de um personagem do livro, ambos foram feitos para andar por aí cabisbaixos a fim de enxergar imediatamente o que pode ser agarrado e deglutido. Sobrevivemos assim, e a sentimentalidade fica a cargo dos cachorros, que podem até devorar os seus próprios donos, se necessário, mas o farão com lágrimas nos olhos.

O caráter episódico e fragmentado da novela, em que cada capítulo pode ser encarado como uma narrativa completa, ajuda a ressaltar um certo quê de coisa quebrada, como se víssemos ou entrevíssemos os personagens pelos reflexos de um copo que se espatifou.

Na segunda novela, "O trabalho sujo dos outros", somos apresentados, dentre outros, ao lixeiro Erasmo Wagner, indivíduo um (ou meio) degrau acima dos miseráveis que vivem pelos lixões catando restos. Pode-se dizer que Wagner conhece a sociedade por meio dos excrementos que ela produz, tratando inclusive de hierarquizá-la sob esse ponto de vista.

Estamos em um mundo (não se iluda: é o nosso) em que bueiros entupidos cospem os dejetos para o meio das ruas, e o caos se instala quando os lixeiros resolvem entrar em greve. Um mundo sufocado, incapaz de se livrar do próprio mau cheiro e do lixo que produz, povoado por indivíduos livres "para recolher todo o lixo do mundo se precisar" e que odeiam "quase tudo o tempo todo".

Um, por assim dizer, "personagem" importante em "O trabalho sujo dos outros" seja o chorume, uma espécie de líquido originado do lixo, "o fim de todas as coisas", um "lago deteriorado e maldito", as "lágrimas deterioradas de olhos flagelados".

Ana Paula Maia descreve essas vidas miseráveis e brutalizadas com crueza, mas também com um lirismo insuspeito, oferecendo ao leitor duas narrativas muito bem resolvidas sobre um mundo que vai para baixo, sempre para baixo.

* Autor do romance Hoje está um dia morto e do volume de contos Paz na terra entre os monstros, ambos lançados pela Record

Para ler no site do jornal, clique AQUI.

*That´s all folks*

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Todas as Guerras num só lugar.



Achei a capa desse livro lindona mesmo. Possui um ar de nostalgia, coisa velha, antiga, remota.... exatamente como as velhas guerras retratadas nele. Eu escrevi sobre a guerra do Vietnã. Acho que de todas as guerras, é a mais recente do livro. Meu conto se chama O fosso. Tem um trecho dele num dos posts abaixo.

*That´s all folks*

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Entrevista Rádio Eldorado

Entrevista concedida a Vanessa di Sevo.

Para ouvir, clique AQUI.


*That´s all folks*

Terça-feira, Junho 30, 2009

Promoção Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos.

A promoção para ganhar um exemplar do meu novo livro Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos.

A promoção começa hoje e os participantes tem até o dia 30 de julho para mandarem o material por email.

Haverá apenas 1 ganhador.

Envie uma ilustração ou foto que tenha relação com o livro. Tanto faz ser da novela Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos quanto da segunda novela, O trabalho sujo dos outros.

A imagem (ilustração ou foto) deve ser acompanhada de um breve texto. Pode ser: um microconto, um poema, um parágrafo em prosa, uma brevíssima crônica, etc...
O texto não deve exceder os 300 caracteres (sem espaço).

O material deve ser enviado para maiatravis@gmail.com - com nome completo do participante e cidade.

O resultado será anunciado até a segunda semana de agosto.

Após o resultado, postarei o material de todos os participantes.

Agora é com vocês.... Participem!!!


Leia as sinopses das duas novelas que estão no livro

Entre Rinhas de Cachorros e Porcos Abatidos é uma novela escrita em 5 capítulos que narra a saga de dois brutamontes que ganham a vida matando porcos e distribuindo-os em frigoríferos. A única diversão é apostar em rinhas de cachorros.Edgar Wilson e Gerson são dois homens que esperam o mínimo da vida, trabalham muito, cumprem sagradamente suas tarefas e nutrem um pelo outro uma amizade excepcional. O resto importa muito pouco.


O Trabalho Sujo dos Outros é uma novela escrita em 7 capítulos que conta a história de três homens que recolhem o lixo, quebram o asfalto e desentopem esgoto. Quando os coletores de lixo decidem fazer uma greve geral, a cidade começa a sucumbir e Erasmo Wagner inicia uma estranha jornada mística tendo um bode como condutor de um acerto de contas com o seu passado.


Para saber mais sobre o livro e ler um trecho de cada novela, vá até o site do livro em: http://www.entrerinhasdecachorroseporcosabatidos.blogspot.com/


*That´s all folks*



Métodos extremos de sobrevivência.

A escritora Márcia Bechara lançará agora em julho o seu novo livro, Métodos extremos de sobrevivência, bom título não? Márcia escreve muito bem. Vale muito conferir seus textos.

Saiba tudo sobre o livro no site: http://metodosextremosdesobrevivencia.wordpress.com/

Segunda-feira, Junho 29, 2009

Trailer do livro



Neste LINK tem um material completo (ou quase, eu acho) sobre o livro.

Sinopse, release, foto da autora, capa do livro, capa completa do livro, bibliografia da autora, orelha do livro e o trailer.

Este material para divulgação pode ser reproduzido em sites e blogs.

Repassem, reproduzem. Fiquem à vontade. Conto com vocês para divulgarem e lerem o livro!!!

That´s all folks*

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Workshop - Como publicar o seu livro na internet

Nos dias 01 e 08 de agosto (sábado) das 10 às 14h darei um workshop na Estação das letras.

Ementa

Será realizado em duas etapas. Na primeira: Uma breve introdução sobre a publicação folhetinesca; discutir a internet como veículo e o blog como suporte para a literatura, com apresentação do case do livro Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos. Apresentação de um blog formatado para a publicação de um livro eletrônico em capítulos. Os alunos devem levar um conto de 3 a 5 laudas para analisar sua melhor adequação e como editá-lo em capítulos para internet. Na segunda etapa demonstração do passo a passo de como criar um blog para a publicação de um livro eletrônico em capítulos.


Divulguem, espalhem e participem!

Para saber mais e se inscrever clique AQUI.

Estação das Letras
Rua Marquês de Abrantes, 177 - Loja 107
Flamengo - Rio de Janeiro
CEP: 22230-060
Telefone: (21) 3237-3947

*That´s all folks*

I´ll be there....

Primeiro, a gripe suína.

Depois, a queda do voo 447.

E agora a morte de Michel Jackson.

Nunca imaginei que o lançamento do meu livro Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos fosse publicado num ano tão marcante.

Só falta agora, algum presidente ser deposto e a Coca-cola abrir falência.


*That´s all folks*

Lançamento antologia Blablablogue - Rio de janeiro.

Lançamento antologia Blablablogue - Rio de janeiro.



Rio de janeiro - 30 de junho.
Livraria Odeon
A partir das 19h30

Ainda não sei se poderei comparecer a este lançamento.
No dia 30 de junho eu confirmo.
Arhg...

That´s all folks

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Todas as Guerras - antologia de contos.



O escritor Nelson de Oliveira organizou uma antologia de contos chamada: TODAS AS GUERRAS. Volume 1 - Tempos modernos.

São dez autores escrevendo sobre dez guerras. Foi um conto encomendado. Escrevi sobre a guerra do Vietnã. Passei dois meses e meio muito envolvida com este projeto. Foi uma experiência dessas que estarrecem. O lançamento será na FLIP - no dia 4 de julho. Clique no convite acima para saber mais. Eu não estarei lá... mas o Edgar Wilson sim. hehe.

Meu conto se chama: O Fosso.

E começa assim....

"Atolado num fosso até o peito, Edgar Brain Wilson, de prontidão, segura um fuzil com o olhar sereno que lhe é peculiar. Os pingos de chuva batem contra a água do fosso e beliscam o seu rosto. Ele não se move.
___Edgar, tem alguma coisa no seu braço __ diz Jeremiah Elmore, seu colega de vigilância.
Edgar Brain Wilson constata uma sanguessuga colada a seu braço. Ele a puxa com a ponta dos dedos. Está morte e desidratada. Deixa cair no fosso. Ela boia, parece constituída de leveza. Uma espécie de folha de sangue, seca com uma folha seca.
___Duas me morderam ontem. Tenho a marca aqui na perna e no braço __ diz Jeremiah, mostrando a pequena mordida próxima ao pulso esquerdo. __Acho que não gostarm do seu sangue".




Sobre a promoção do livro Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos aqui no blog, até semana que vem eu defino os detalhes e coloco no ar, OK?

*That´s all folks*

Sábado, Junho 20, 2009

Porcos a preço de banana.




Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos está sendo vendido por R$ 29,00.


Apenas R$ 29,00.


O preço está excelente para uma bela edição de 160 páginas.

Para visitar o livro no site da editora Record clique AQUI.

Para ler uma nota sobre o trailer do livro clique AQUI.
E adianto.... o trailer é narrado por um dos melhores locutores que existe, além de ser a cara
dos personagens. Vão lá ver quem é, oras!

Assim que for possível, eu coloco o trailer aqui.

Enquanto isso, assistam ao trailer do romance policial L Ville, do escritor e jornalista português Fernando Sobral, que me enviou o link ontem por email.
http://www.youtube.com/watch?v=zN9-uH5huw0


*That´s all folks*

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Algumas pessoas me dizem que ainda não encontraram o Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos nas livrarias.

Ele está chegando aos poucos.

Descobri que no site da livraria da Cultura ele ainda está na pré-venda com previsão de publicação para amanhã, dia 19.

Então isso quer dizer.... ele está chegando e acredito que logo, logo ele será encontrado facilmente, OK?

Quero dizer também.... que estamos preparando uma ação muito boa para o livro. O que é? Só digo quando estiver pronto, mas está ficando quente.
Aí, eu conto tudo - todo o processo que teve momentos hilários.

Eu recebi faz dois dias ou três dias, os exemplares da antologia de postagens de blogs organizada pelo Nelson de Oliveira, o livro Blablablogue. Tem imagem e mais detalhes sobre o livro em postagens abaixo. A edição está muito bonita.

Hoje no programa Sem Censura foi bom demais. Uma ótima mesa, com pessoas excelentes. O papo foi muito bom, a anfitriã estava divina, o estúdio não estava tão frio como da última vez em que estive lá e o papo entre todos fluiu muito bem.

Em AGOSTO vou dar um workshop no Estação das Letras, aqui no Rio de janeiro, no bairro do Flamengo. Será dividido em dois sábados.
Em breve terei mais detalhes da programação e sobre o curso, mas é sobre literatura e internet.

Sobre a promoção aqui no blog até semana que vem eu decido e ponho no ar a promoção.


*That´s all folks*

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Entrevista

Amanhã, quinta-feira, dia 18 de junho estarei participando do programa Sem Censura, da TV Brasil, ao vivo às 16h.
Reprises | segunda a quarta, 1h10; quinta, 0h30; e sexta, 2h10.

*That´s all folks*

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Verter força nos lábios

Eu morei por muitos e muitos anos numa rua chamada Borges. Uma rua sem graça. Que me entediava. Nem gostava do nome. Achava pesado. Quando se pronuncia tal nome, é preciso verter força nos lábios. Não gostava disso.

Aí.... depois de tanto tempo dizer este nome começou a fazer diferença. E o que faz a diferença é a carga de valores que um nome pode carregar. Hoje, me orgulho de ter morado numa rua de tal nome, Borges, e admito que ainda é preciso verter força nos lábios, mas quando esse Borges, precede de um Jorge Luís... essa força é transitória.

"Na ardente manhã de Fevereiro em que Beatriz Viterbo morreu, depois de uma imperiosa agonia que não cedeu um só instante nem ao sen­timentalismo nem ao medo, notei que os painéis de ferro da Praça da Constituição tinham renovado não sei que anúncio de cigarros louros; o facto doeu-me, pois compreendi que o incessante e vasto universo já se afastava dela e que essa mudança era a primeira de uma série infinita. Mudara o universo mas eu não, pensei com melancólica vaidade; sei que, algumas vezes, a minha vã devoção a exasperara; morta, podia consagrar­me à sua memória, sem esperança, mas também sem humilhação".
[O Aleph]

Ultimamente, estou mais interessada na obra do escritor argentino Jorge Luís Borges, por isso deixo a dica desta sexta-feira, dia 12/06, às 9:30 da noite, no programa do Edney Silvestre na Globo News, a escritora Lúcia Bettencourt e Antônio Fernando Borges estarão conversando sobre o escritor Jorge Luís Borges.

*That´s all folks*

Terça-feira, Junho 09, 2009

Ele está aqui.

O livro chegou aqui em casa. Adoro o cheiro de livros novos.
Afirmo e reafirmo: está lindo de todos os ângulos.
Enquanto tirava as fotos, eu assistia pela terceira vez o último
episódio da 5ª tempoarada de Lost.


Ana Paula Maia e seu livro estalando de tão novo.


Clique para ver a capa completa.



Entre rinhas de cachorros e porcos abatido quer você!

*That´s all folks*

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Outro dia o troglodita quis convencer-me de que um dos meus quadros estava de cabeça para baixo, e o pior é que nem era um quadro, era um espelho. Possivelmente me viu debruçado à janela, por trás, e concluiu que aquilo não poderia ser uma bunda ou coisa parecida, daí meter-se a querer fazer crítica impressionista. Vê-se que ele não deve ver bunda há muito tempo, o infeliz, e que o binóculo não o ajuda muito nas suas pesquisas, ao contrário do que acontece comigo.
Aliás, a bunda da sua neta ou tataraneta é um dos grandes melhoramentos do bairro.
[O púcaro búlgaro - Campos de Carvalho]

Campos de Carvalho é uma das melhores leituras que mantenho atualmente. Eu tenho um hall de autores bastante pequeno e ele ganhou uma cadeira. Eu assisti ao espetáculo O púcaro búlgaro, dirigido por Aderbal Filho aqui no Rio de janeiro, em 2006 ou 2007. Foi uma das melhores peças teatrais que tive o prazer de assistir, dado o fato de eu não ser muito afeita a teatro. O motivo, nenhum em particular. Eu prefiro o cinema, mas as atuações eram impressionantes. Eu assistiria repetidamente se houve dinheiro no meu bolso o suficiente para tal.
Não havendo... assisti apenas uma vez o que foi o suficiente para me recordar de muitas passagens. Eu gostaria mais de teatro caso tivesse nascido na Grécia antiga e fico a imaginar a versão grega-clássica de Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos.
Não sei se os gregos criavam porcos, mas acho que criavam caprinos. E acho pouco provável que eles tivessem rinhas de cachorro naquela época. Bem, percebe-se que eu não poderia usar este título se fosse uma grega dos tempos clássicos.

Estou pensando em fazer um sorteio, concurso ou coisa que o valha para presentear um leitor deste blog com o meu novo livro. Não tive nenhuma idéia que de fato fosse interessante. Se alguém tiver uma sugestão, eu aceito.

*That´s all folks*

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Conversas no sótão.

Tem uma entrevistinha AQUI, feita pelo Marcelo Maluf do blog Labirintos no sótão.